<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-32093168</id><updated>2012-02-16T00:01:54.432-08:00</updated><title type='text'>Pasquim das Lástimas</title><subtitle type='html'>"Continuo a pensar que quando tudo parece sem saída, sempre se pode cantar. Por essa razão escrevo.”
CAIO FERNANDO ABREU</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pasquim das Lástimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13946471787103704115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_uvLSfyLElWo/SLOQz-1_fyI/AAAAAAAAAC8/wN8n1isfNyE/S220/060208192330.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32093168.post-8080150691886593876</id><published>2008-08-25T21:24:00.000-07:00</published><updated>2008-08-26T10:27:36.975-07:00</updated><title type='text'>Tempo de lírios</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_uvLSfyLElWo/SLQ82lQw7YI/AAAAAAAAADY/uJZJ1d_A6gI/s1600-h/080208095340.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238879174951759234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_uvLSfyLElWo/SLQ82lQw7YI/AAAAAAAAADY/uJZJ1d_A6gI/s320/080208095340.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Me verto em pedras, traços, troças, trecos. Troco-me por uma lata de vick envelhecida pela metade; um ventilador arno sujo e carcomido, já sem botões. Por uma banda de um bando de sapatos velhos, com uma meia suja-fedorenta-nojenta em forma de laço. Um traço, uma taça, uma traça se amontoa na minha roupa amontoada suja-velha-na-moda; sobre minha única cueca igualmente velha-rasgada-de-marca; sobre a minha única mochila vermelha com marcas do tempo. Livros novos-velhos-sujos-amarelados-rasgados por sobre todos os lugares. "Achiiiiiiiiiiiiiii!!!! Não despacha essa porra", ouço ao fundo, vindo de algum lugar, provavelmente de Marte. Pra lá... prá cá.... as fitas coloridas do chapéu por sobre a estante; coloquei ele lá em cima de modo que lhe conferisse uma aparência mais simpática. Não deu. Não dá. Nada fica como eu quero! TV velha, sem botões, sem controle remoto, sem antena, sem fio, sem volume, sem cor, contraste, brilho.... Na cama, uma colcha cor-de-rosa empresta ao caixão uma aparência mais alegre, vivida. 4 blocos de livros desajeitados (dejavu filho-da-puta),desarrumados, embaralhados, desamparados, dessassossegados, solitários. Dostoievski, Freud, Wilde e Nietzche. Ou será Freud, Wilde, Nietzche e Dostoievski.... No canto, uma antena que nada capta; perdida, desamparada, sem rumo. Dois aparelhos de som podem ocupar o mesmo espaço físico e gravitacional (?) seus fios se entrelaçam como se fossem unos. A qualquer momento sinto como se um barulho ecoasse de lá. Não sei exatamente o quê. Outro amontoado de roupas velhas por sobre a cadeira. Uma toalha igualmente velha e já gasta, sem cor, cobre a fealdade do monturo. O cão sarnento vem me fazer uma visita: pula em cima de mim, me morde, me lambe; não sabe o que sente exatamente por mim. Emaranhado caro de cosméticos que prometem me curar da acne formam parece-me que uma cidade com prédios altos e complexos. desodorantes vazios, frascos de perfumes baratos, pentes sem dentes, escovas de dentes gastas fazem poses de belos sobre a pentiadeira sem espelho, quebrado, lembro-me, numa brincadeira de criança. O Kafka também está por lá, certamente fazendo alguma pose exceto de belo. A fotografia de Freud pregado com chiclete big-big sobre a parede; ele me olha com um olhar inquisidor; querendo saber se fiz sexo nas últimas semanas; ou se tenho sonhado com monstros ou perseguições. Não tenho feito sexo e não me lembro dos meus sonhos. Pessoa também está pregado na minha parede, bem embaixo de um ar-condicionado que pifou na semana passada. Tá fazendo frio mesmo.. Um homem solitário (não, não é um auto-retrato (sic)), o tempo passando no morrer e no nascer de uma papoula; os minutos se sucedendo nas formas estranhas das nuvens do céu. Uma foto do Che me faz lembrar o quão eram majestosos os meus dias felizes de sonhador... tempos bons que já passaram... Olho pro travesseiro e vejo sangue escorrendo... tá sangrando-matando-doendo-de-novo. Uma mesa de bar, um espelho velho.... as vezes penso que esse telhado cairá bem em cima de mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou mais ficar aqui se não eu surto de vez...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32093168-8080150691886593876?l=pasquimdaslastimas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/feeds/8080150691886593876/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32093168&amp;postID=8080150691886593876' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/8080150691886593876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/8080150691886593876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/2008/08/tempo-de-lrios.html' title='Tempo de lírios'/><author><name>Pasquim das Lástimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13946471787103704115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_uvLSfyLElWo/SLOQz-1_fyI/AAAAAAAAAC8/wN8n1isfNyE/S220/060208192330.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_uvLSfyLElWo/SLQ82lQw7YI/AAAAAAAAADY/uJZJ1d_A6gI/s72-c/080208095340.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32093168.post-8894114325275756176</id><published>2008-05-06T04:26:00.001-07:00</published><updated>2008-05-06T04:28:37.790-07:00</updated><title type='text'>Primeiro pulo de segunda e outros trocadilhos que respiram fumaça e cospem esperança.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O primeiro capítulo tinha umas cinco páginas, só. Ainda Bem. Comecei a ler quando subi no ônibus, cheiro de manha misturado com fumaça e um perfume enjoativo que uma cara-de-aeromoça vestia. Não demoraria pra descer na diagonal do prédio em que trabalho, se o motorista colaborasse, mas não acabava a porcaria do capítulo.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Essas situações são angustiantes. Se você corre na leitura, talvez perca alguns detalhes que diferenciam aquele autor de um texto sobre como motivar pessoas e salvar sua empresa. Assim é a literatura, a namorada/amiga/conhecida que cortou o cabelo e ai de você se não reparar.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mais uma página, quase lá. Menos duas paradas, quase lá. Acabei, que livro legal, acho que não perdi muita coisa. Fechei o primeiro capítulo duas paradas antes da que desceria, me senti um tanto desesperado, que nem quando um carro está longe na rua e você corre, corre como se estivesse gritando em voz fina com o corpo, mas ele não ia bater afinal, bicha.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Puxei a cordinha, não fazia barulho. Quando puxo a cordinha e ela não faz barulho, realmente me desespero, nunca sei quando é um defeito ou alguma estratégia tecnológica pra não abalar a paciência quase sempre muito abalada dos motoristas de ônibus.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Achou que funcionou, ele parou bem antes da parada e abriu a porta. Início da Almirante, longe do primeiro sinal. Na primeira pista, de ida, não passava carro nenhum. Corri. O sinal da pista de lá abriu, uma correnteza de carros e de bicicletas.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Enquanto passavam, pensei nas diversas formas que poderia pular aquela cerquinha da ciclovia. Um mortal pra trás, carpado. Terminar dançando Brasileirinha &lt;st1:personname productid="em plena Almirante. Zombando" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em plena Almirante." st="on"&gt;em plena Almirante.&lt;/st1:PersonName&gt;  Zombando&lt;/st1:PersonName&gt; das high ways da vida e de toda sua brutalidade.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Fechou o sinal, corri, pulei. Porra, meu pai que desequilibra toda vez que levanta do sofá fazia melhor. Ainda tentei levantar a perna enquanto caia, não sei pra quê, quem eu queria enganar&lt;br /&gt;Segunda-feira. 8h10. Vai ter feriado no final da semana, viagens, aventuras juvenis como as do livro que lia. Putz, depois desse pulo, tenho certeza: vou com certeza passá-lo comendo brigadeiro em casa, vendo comédia romântica e chorando da trilha sonora que é tão bonitinha e deprimente. È isso que te espera, seu culhão medroso de merda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; Granado meio Bukowiski&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32093168-8894114325275756176?l=pasquimdaslastimas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/feeds/8894114325275756176/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32093168&amp;postID=8894114325275756176' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/8894114325275756176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/8894114325275756176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/2008/05/primeiro-pulo-de-segunda-e-outros.html' title='Primeiro pulo de segunda e outros trocadilhos que respiram fumaça e cospem esperança.'/><author><name>Pasquim das Lástimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13946471787103704115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_uvLSfyLElWo/SLOQz-1_fyI/AAAAAAAAAC8/wN8n1isfNyE/S220/060208192330.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32093168.post-6784435344406882341</id><published>2007-12-14T06:55:00.000-08:00</published><updated>2007-12-14T06:59:22.650-08:00</updated><title type='text'>Flores amarguradas para um sonâmbulo amargurado.</title><content type='html'>O ônibus nunca esteve tão lotado como naquela manhã. Em pé, segurando no vão onde milhares de pessoas já pousaram suas mãos, meus braços sentiam o peso da viajem de 30 minutos. Eles estavam doloridos e calejados e ainda faltavam milhas para chegar ao cemitério. Fazia de tudo para não amassar as belas rosas que catei no quintal hoje de manhã. De rompante, senti as dores de uns dedos envelhecidos me cutucarem. Era uma senhora dos seus 60 anos de idade. Levantei pesarosamente a minha cabeça de modo que os nossos tristonhos olhos se encontrassem em meio àquela multidão pavorosa. Ela só queria me fazer um questionamento: &lt;br /&gt;            - Por que você está chorando?,  ela indagou. &lt;br /&gt;            Estava tão entretido com a música que ouvia no toca-fitas, devia ser “Tomorrow never knows”, que nem me dei conta de que as minhas lágrimas escorriam pelo meu rosto. Espantei-me que elas tivessem chamado atenção daquela pobre e desatenta senhora. Ninguém presta e nunca prestou atenção em mim. &lt;br /&gt;            - Como hoje é segunda e parou de chover, pensei em levar um ramo de rosas ao meu túmulo, respondi, meio querendo não responder.. Só deu tempo de ver no rosto dela a sensação de espanto e desespero. Voltei, de súbito, ao meu estado de apatia solitária. Certamente, nessa altura, a música já era outra. &lt;br /&gt; Chovia torrencialmente há uns três dias. Lembrei-me de Macondo, do Gabriel. Dias atrás, as ruas estavam alagadas e o trânsito congestionado, vi nos noticiários. O ônibus em que estava andava a passos de cágado, o que me dava ainda mais vontade de chorar, acho. Nunca me senti tão só dentro de um ônibus tão lotado. &lt;br /&gt; Aquele cenário de chuvas melodramáticas me fez lembrar do dia em que morri. Faz algum tempo que vago solitariamente por entre as ruas dessa cidade de aparência igualmente mórbida.  Não sei ao certo por que e de quê morri. Só sei que um dia acordei assim, leve, psicodelicamente flutuante. Às vezes tenho a sensação de estar voando, noutros momentos volto a caminhar taciturnamente. Noutras vezes, tenho uns formigamentos que me assombram a consciência, sobretudo na cabeça. Daí seguem-se alucinações, algumas doses de paranóia, e uns drinques de medo.  Nunca nessa ordem, claro. &lt;br /&gt;           Do dia do meu enterro, lembro que o cemitério estava frio e gélido.  Minha mãe e minha irmã ajudavam a compor a paisagem inóspita e solitária daquele lugar deserto, sem árvores, varrido apenas por restos de folhas envelhecidas que voltam depois que o vento da chuva passou. Os poucos que ali estavam para assistir aos meus últimos momentos terrenos choravam copiosamente. Não sei se suas demonstrações de afeto eram verossímeis ou se não passavam de fingimentos cristãos. Cristãos costumam ser exímios mentirosos. Queria mesmo era ser cremado, no entanto, a vontade de minha mãe prevaleceu. &lt;br /&gt; Desci do ônibus. Já conseguia ver no horizonte os portões enferrujados e as catacumbas envelhecidas do meu cemitério. Acendi um cigarro. Vi de soslaio umas madames caminhando pelas calçadas; creio que sem rumo, tristes, sem assunto. Dali a pouco, uns pedintes tagarelavam sorridentemente, enquanto se entretiam com uma partida de baralho e tomando umas cervejas baratas. Olhei para as rosas... elas sorriam para mim... estavam intactas. &lt;br /&gt; O sol já raiava e o pórtico do cemitério reluzia convidativamente. Entrei, caminhei um pouco e parei. Lá estava o meu túmulo, envelhecido e horrendamente destruído. Sobre ele, uns passarinhos solitários cantarolavam umas canções inaudíveis. Na epígrafe, lia-se “All you need is Love”. &lt;br /&gt; Senti um olhar escorregadio e gorduroso sobre os meus ombros. Acendi um cigarro. Traguei a fumaça áspera e forte, antes de olhar para trás e confirmar a impressão que tive. A senhora tristonha do ônibus estava na catacumba ao lado, despejando sobre ele o seu olhar soturno e adornando-o com flores... acho que eram margaridas e lírios. Olhava-me como se quisesse me dizer alguma coisa, me alertar, me revelar a fórmula da felicidade ou o segredo do mundo...&lt;br /&gt; Traguei novamente o cigarro e senti mais uma daquelas tonturas costumeiras. Coloquei as rosas sobre o túmulo, de maneira que elas ficassem bem no centro. Olhei para o lado esquerdo e vi que ela já tinha desaparecido. Caminhei até o túmulo e tive uma surpresa. A foto no túmulo era de minha mãe, morta no dia 25 de fevereiro de 1987, ano em que nasci. Uma súbita tontura fez-me prostrar diante daquela catacumba e uma escuridão total fez-se presente.  Um silêncio, uma tranqüilidade, uma beatitude misteriosa e profunda, um estado perfeito que devia ser muito parecido à morte se fazia presente. Talvez agora, pensei, vou poder descansar em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32093168-6784435344406882341?l=pasquimdaslastimas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/feeds/6784435344406882341/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32093168&amp;postID=6784435344406882341' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/6784435344406882341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/6784435344406882341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/2007/12/flores-amarguradas-para-um-sonmbulo.html' title='Flores amarguradas para um sonâmbulo amargurado.'/><author><name>Pasquim das Lástimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13946471787103704115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_uvLSfyLElWo/SLOQz-1_fyI/AAAAAAAAAC8/wN8n1isfNyE/S220/060208192330.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32093168.post-115832229990333690</id><published>2006-09-15T05:06:00.000-07:00</published><updated>2006-09-15T05:13:03.113-07:00</updated><title type='text'>A um ausente</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Tenho razão para indagar.&lt;br /&gt;Tenho razão para te acusar.&lt;br /&gt;Rompeste o pacto da camaradagem.&lt;br /&gt;Todo esse tempo de discussões aparentemente banais e de manifestações de amizade, jogaste ao desdém.&lt;br /&gt;Todas as confidências e os segredos segredados.&lt;br /&gt;Todos os terrenos desconhecidos pelo qual passeamos e ousamos, juntos, desbravar&lt;br /&gt;Todos os intrincados questionamentos feitos.&lt;br /&gt;Todas as respostas que encontramos juntos.&lt;br /&gt;Todas as ironias que construímos. Que fizeste delas?&lt;br /&gt;Que fizeste das explorações da nossa e da alheia obscuridade?&lt;br /&gt;Sim, tenho razão para sentir saudades de ti.&lt;br /&gt;Da nossa convivência em falas camaradas.&lt;br /&gt;Do simples apertar de mão.&lt;br /&gt;Por que te foste?&lt;br /&gt;Infringiste as leis que regem a amizade; foste embora.&lt;br /&gt;Sumiste, estais ausente.&lt;br /&gt;Por que o fizeste?&lt;br /&gt;Por tudo, mereço saber o porquê.&lt;br /&gt;Saulo Marques&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32093168-115832229990333690?l=pasquimdaslastimas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/feeds/115832229990333690/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32093168&amp;postID=115832229990333690' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/115832229990333690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/115832229990333690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/2006/09/um-ausente.html' title='A um ausente'/><author><name>Pasquim das Lástimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13946471787103704115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_uvLSfyLElWo/SLOQz-1_fyI/AAAAAAAAAC8/wN8n1isfNyE/S220/060208192330.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32093168.post-115827684180964343</id><published>2006-09-14T16:25:00.001-07:00</published><updated>2006-09-14T16:47:33.140-07:00</updated><title type='text'>Leminskização</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1272/3501/1600/leminsm.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1272/3501/320/leminsm.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Nada autoral. Somente admiração a um grandioso e subversivo poeta. Paulo Lemiski&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;um homem com uma dor é muito mais elegante &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;caminha assim de lado como se&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;chegando atrasado &lt;/em&gt;&lt;em&gt;andasse mais adiante &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;carrega o peso da dor como se portasse medalhas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;uma coroa um milhão de dólares ou coisa que os valha&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;ópios édens analgésicos não me toquem &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;nessa dor ela é tudo que me sobra sofrer, vai ser minha última obra&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32093168-115827684180964343?l=pasquimdaslastimas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/feeds/115827684180964343/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32093168&amp;postID=115827684180964343' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/115827684180964343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/115827684180964343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/2006/09/leminskizao.html' title='Leminskização'/><author><name>Pasquim das Lástimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13946471787103704115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_uvLSfyLElWo/SLOQz-1_fyI/AAAAAAAAAC8/wN8n1isfNyE/S220/060208192330.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32093168.post-115522143038381423</id><published>2006-08-10T07:28:00.001-07:00</published><updated>2006-08-16T15:45:38.500-07:00</updated><title type='text'>Desassossego</title><content type='html'>Ando pelo mundo estorvado.&lt;br /&gt;Estorvado dos amores platônicos&lt;br /&gt;dos desejos desejados e não realizados&lt;br /&gt;das utopias somente idealizadas e nada mais&lt;br /&gt;daqueles que sonham solitariamente&lt;br /&gt;daqueles que traem as suas utopias defendidas por anos a fio&lt;br /&gt;dos olhares cansados e deprimidos&lt;br /&gt;das mesmas caras, atitudes, repreensões&lt;br /&gt;dos passeios sem rumo&lt;br /&gt;dos caminhos a esmo&lt;br /&gt;dos abismos sem fim&lt;br /&gt;dos horóscopos confusos&lt;br /&gt;das inquietações que não me deixam&lt;br /&gt;desse mundo globalizado e complexo&lt;br /&gt;dessa maldita ilusão que me prometeram&lt;br /&gt;esse deus que puseram na minha cabeça sem eu pedir&lt;br /&gt;esses políticos desalmados&lt;br /&gt;esses pastores e padres e todo o seu discurso inverossímil&lt;br /&gt;da felicidade que nunca chega&lt;br /&gt;e dessa felicidade ilusória e descartável de que todos falam&lt;br /&gt;de ter que dormir nos degraus da tristeza&lt;br /&gt;de ter que lamentar pros outros a minha miséria atarantada&lt;br /&gt;de ter que chorar pra ser visto&lt;br /&gt;da televisão sempre ligada&lt;br /&gt;dos livros nunca lidos&lt;br /&gt;da dor que sempre exagera&lt;br /&gt;do escapismo sempre recorrente&lt;br /&gt;do consumismo desenfreado&lt;br /&gt;das palavras que não dizem nada&lt;br /&gt;das letras que estão a toa por aí, sem motivo aparente&lt;br /&gt;desses párias que vagam pelo mundo sem destino&lt;br /&gt;do cansaço do meu abandono&lt;br /&gt;SAULO MARQUES&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32093168-115522143038381423?l=pasquimdaslastimas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/feeds/115522143038381423/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32093168&amp;postID=115522143038381423' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/115522143038381423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/115522143038381423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/2006/08/desassossego_10.html' title='Desassossego'/><author><name>Pasquim das Lástimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13946471787103704115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_uvLSfyLElWo/SLOQz-1_fyI/AAAAAAAAAC8/wN8n1isfNyE/S220/060208192330.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32093168.post-115504691032577974</id><published>2006-08-08T07:18:00.000-07:00</published><updated>2006-08-08T07:21:50.343-07:00</updated><title type='text'>Slide - Violins</title><content type='html'>Today all the clowns are singing along&lt;br /&gt;Happy songs that we once liked&lt;br /&gt;Sadness will never come here again&lt;br /&gt;Cause I have built the highest walls around me&lt;br /&gt;Only you can bring them down&lt;br /&gt;With your fond words of bliss&lt;br /&gt;See that boy on that slide?&lt;br /&gt;It´s me&lt;br /&gt;Don´t say you miss those dirty places&lt;br /&gt;Where we used to cry all night long&lt;br /&gt;Where we used to kill all the gods&lt;br /&gt;With a bullet of desire&lt;br /&gt;Tonight all the world is singing along&lt;br /&gt;Sad songs that we once liked&lt;br /&gt;Happiness will never come here again&lt;br /&gt;Cause I have built the highest walls around me&lt;br /&gt;Only you can save me now&lt;br /&gt;With your fond words of bliss&lt;br /&gt;See that boy on that slide?&lt;br /&gt;It´s me&lt;br /&gt;Don´t say you miss those dirty places&lt;br /&gt;Where we used to cry all night long&lt;br /&gt;Where we used to kill all the gods&lt;br /&gt;With a bullet of desire&lt;br /&gt;Now I slide on people´s face&lt;br /&gt;Everytime they get upset or upside down&lt;br /&gt;Yes, sure we´ve been there for a long long time&lt;br /&gt;All this time we went searching but we could not find light&lt;br /&gt;Can´t you feel our tired embraces?&lt;br /&gt;All these tear stains on our faces&lt;br /&gt;Cause our hearts are dusty places...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32093168-115504691032577974?l=pasquimdaslastimas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/feeds/115504691032577974/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32093168&amp;postID=115504691032577974' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/115504691032577974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/115504691032577974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/2006/08/slide-violins.html' title='Slide - Violins'/><author><name>Pasquim das Lástimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13946471787103704115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_uvLSfyLElWo/SLOQz-1_fyI/AAAAAAAAAC8/wN8n1isfNyE/S220/060208192330.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32093168.post-115470253986910099</id><published>2006-08-04T07:41:00.000-07:00</published><updated>2006-08-04T08:10:34.170-07:00</updated><title type='text'>Dark da tristeza</title><content type='html'>&lt;em&gt;Para um amigo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Lástimas em exagero. Bebida em exagero. Fuga em exagero. Tudo exageradamente exagerado. E assim, em abundância, as dores e o pôr vir das derrotas vão se aglutinando; vão se aglomerando. A luminosidade solar existe; mas é fraca, sem vida, sem gosto. Como se não houvesse sol mesmo. E sim chuva. Uma chuva torrencial, lastimosa e tristonha. Sim, acompanhada da beleza tristonha.  E a claridade do sol é tristemente substituída pôr um céu negro e tenebroso. O dark da tristeza e da incompreensão em que me meti sem pedir. E as gotas transformadas em lágrimas, cortam. Cortam profundamente. Cortam de matar E o resultado de todo esse tristonho desenho é uma cabeça baixa, olhos distantes, palavras vagas, vida cansada. Vida sem nexo, sem explicação. Perguntas sem respostas teimam a vagar sobre mim.Perguntas tolas como "o que eu faço?", "o que eu fiz?", "o que fizeram de mim?".  Não raramente, eles me dizem  respostas desconexas que não merecem atenção. Não quero crer que a dúvida e a incompreensão sejam de todo desprezíveis. Quero que elas sejam minhas. Que me perteçam e que me devorem de uma vez. Estou certo que depois do inferno dantesco,  calmaria nascerá, acompanhada das moscas que cambaleiam solitáriamente sobre mim. E que venha o aprendizado após as lástimas. Mas por enquanto, nobre amigo, que hoje me atormentou com as minhas inquietações,  eu prefiro mesmo é as lágrimas silenciosas. O silêncio é o que me consola. O meu ato de resignação. A minha estratégia de sobrevivência. Sim porque apesar do tiro certeiro, eu continuo na guerra. Continuo no front da vida, assim como você. Essa guerra sangrenta e impiedosa. Que não poupa nada nem ninguém. Que atira e acerta com precisão. Que quer me pegar e me fazer sofrer. E um olhar mais cuidadoso me permite dizer: acertou novamente. E foi um tiro lá. No coração. O lugar mais frágil da alma, você bem sabe. E moribundo eu vou caminhando. Até quem sabe um dia parar de sangrar. Eu vou esperar, assim como quem espera o messias, essa dor sumir. Esse sangue estancar. Essas lágrimas escorrerem e secarem por si próprias por meio da ação do tempo e das circunstâncias. Ah, as circustâncias. Elas sim nos governam. Elas sim são o motor da vida. Elas sim imprimem esse rosto cansado e tristonho. Elas, as circustâncias, são definitivas.&lt;br /&gt;Saulo Marques&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32093168-115470253986910099?l=pasquimdaslastimas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/feeds/115470253986910099/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32093168&amp;postID=115470253986910099' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/115470253986910099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/115470253986910099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/2006/08/dark-da-tristeza.html' title='Dark da tristeza'/><author><name>Pasquim das Lástimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13946471787103704115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_uvLSfyLElWo/SLOQz-1_fyI/AAAAAAAAAC8/wN8n1isfNyE/S220/060208192330.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32093168.post-115461539338359024</id><published>2006-08-03T06:28:00.000-07:00</published><updated>2006-08-29T16:08:58.940-07:00</updated><title type='text'>CAIO FERNANDO ABREU</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Para um roxo dia de sol de fevereiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para Jussara&lt;br /&gt;Este vazio de amor todos os dias: a cabeça pesada ao meio-dia, a boca amarga, um cheiro de sono e solidão nos cabelos, uma xícara de café bem forte espantando os arcanos da madrugada, e muitos cigarros, as roupas, o espelho, os colares, as pulseiras. Procuro e não acho. Mas saio para a rua todo de roxo, a barriga de fora.&lt;br /&gt;O sol bate forte na cabeça. O sol bate forte e reflete na calçada e dissolve o corpo em gotas pegajosas escorrendo nojentas e brilhantes pelos braços e pelas pernas por baixo do roxo até cair sobre o asfalto formando pequenas poças que logo se evaporam subindo pelos raios do sol cor de cenoura de fevereiro para novamente descer do alto despertando o suor roxo adormecido no meu corpo.&lt;br /&gt;E na esquina riem. Eu não ligo, mas riem e falam baixinho entre si, homens dispostos na calçada com as camisas abertas entre as verduras da tenda da esquina, os homens de pelos aparecendo pelas aberturas da camisa cochicham entre si e riem. Mas eu piso firme e ergo a cabeça e dentro do meu roxo caminho só-rindo entre as verduras e os cochichos, e ninguém entende: mas silenciam e principiam a rir baixo, apenas para eles, e não têm coragem de dizer nada. Eu passo por seu silêncio irônico e perplexo, a minha bolsa oscila, é como se o sol coroasse minha cabeça e ninguém soubesse ao certo se rir ou calar, de espanto, porque nunca naquela rua passou alguém coroado por um sol roxo de fevereiro.&lt;br /&gt;Depois são os corredores e as escadas e o balcão claro do bar e os grupos de pessoas que não distingo umas das outras, mas vou sorrindo, sou um projétil orientado até certo ponto, depois dele, e é agora o depois dele vou furando o desconhecido, violentando o mistério, vou penetrando no incompreensível, e sorrio para o inesperado, o corpo ereto projetado, e alguém me faz uma saudação oriental na porta de entrada e eu sorrio ainda mais largo: é alguém semelhante a um cão são bernardo, falta apenas o barrilzinho de chocolate, desses abençoados que riem o tempo todo e o tempo todo cantam e dizem coisas e soltam notas musicais por entre os pelos espessos da barba e do cabelo grande.&lt;br /&gt;E entro na sala e sinto que os olhares se debruçam sobre mim e cumprimento alguns e outros e não penso nada: gozo a glória deste momento e sei que brilho mesmo sem saber para onde vou. E tombo sobre a mesa e tento arranjar no rosto um ar compungido, qualquer coisa modesta e bucólica, à beira do perdão, um olhar no horizonte nas janelas do arquivo, para que me amem, para que se condoam, para que não se ofendam com meu sol de hoje.&lt;br /&gt;Mas hoje. Hoje não. É impossível perdoar no meio destas máquinas histéricas e destas pessoas que tão pouco sabem de si destas calças desbotadas do feltro verde do jornal mural das vozes que passam misturando marchas de carnaval john lennon e carlos gardel é impossível sofrer entre os telefones que gritam e o suor que escorre e as laudas numeradas e as pilhas de jornais e livros e a porta que vezenquando abre libertando vanderléias comerciais e meninos de roupas coloridas e ar desvairado.&lt;br /&gt;E hoje não. Que não me doa hoje o existir dos outros, que não me doa hoje pensar nessa coisa puída de todos os dias, que não me comovam os olhos alheios e a infinita pobreza dos gestos com que cada um tenta salvar o outro deste barco furado. Que eu mergulhe no roxo deste vazio de amor de hoje e sempre e suporte o sol das cinco horas posteriores, e posteriores, e posteriores ainda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32093168-115461539338359024?l=pasquimdaslastimas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/feeds/115461539338359024/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32093168&amp;postID=115461539338359024' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/115461539338359024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/115461539338359024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/2006/08/caio-fernando-abreu.html' title='CAIO FERNANDO ABREU'/><author><name>Pasquim das Lástimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13946471787103704115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_uvLSfyLElWo/SLOQz-1_fyI/AAAAAAAAAC8/wN8n1isfNyE/S220/060208192330.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32093168.post-115456181099305995</id><published>2006-08-02T16:17:00.000-07:00</published><updated>2006-08-02T16:47:58.436-07:00</updated><title type='text'>Divina Tragédia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1272/3501/1600/sunset.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1272/3501/320/sunset.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Deus, ou isso que vagamente apelidamos de deus, vive momentos de sonolência e desprezo. Por este motivo, pouco insólito, resolvi chamar a atenção dele. Uma puxada em sua orelha teimosa e descompromissada. Assim como faz uma mãe chateada com o filho rabugento e incontrolável que não corresponde aos seus anseios. Não que essa repreensão possa acordá-lo do seu profundo sono divino, enfastiado e estorvado das petições humanas; das suas lamúrias e dos seus tormentos. Pedir só por pedir mesmo, já que a consciência insiste em dizer que pedir é o que se pode fazer quando tudo vai mal das pernas.&lt;br /&gt;Eu quero pedir a isso que descuidadamente chamamos de deus um olhar mais atento sobre o planeta terra, sobretudo nas regiões conflituosas que se digladiam por um pedaço de terra ( a alma humana já foi mais cara). Um olho quente sobre aquele mendigo que eu vi ontem jogado tão solitariamente na calçada da avenida Nazaré, bem em frente ao santuário de sua nobre mãe. Eu gostaria de rogar pelas loiras oxigenadas tão vazias que desfilam com toda a pompa de rainhas pela Estação das Docas. Um olho piedoso de deus esparramado por esses casais que , nos fins de semana, comem pizza com coca-cola pelos restaurantes e que covardemente se negam a dar alguns trocados do seu rico dinheiro para os pobres meninos que pedem esmolas no sinal.&lt;br /&gt;Deus, poe teu nobre olhar sobre todos os casais que foram felizes um dia e onde o remorso e o arrependimento pelos atos traiçoeiros insiste em viver. Derrama suas lágrimas milagrosas sobre todas as criancinhas mimadas criadas em edifícios, que brincam todos os dias nos playgraunds de cimento. Cuida, deus, para que um dia, se a dor da derrota bater, e que a vontade do suicídio nascer, que elas possam sentir que a vida apesar dos pesares vale a pena. Ilumina o pesaroso cotidiano dos funcionários públicos, ou daqueles que , como os barnabés, cruzam-se pelos corredores sem ao menos se verem – nesses lugares onde um ser humano vai-se transformando aos poucos tão humano quanto uma mesa.&lt;br /&gt;Passeia esse teu olhar cansado pela cidade emporcalhada, deus, e pousa devagar a tua nobre mão na cabeça daquele que destemperadamente corre até o orelhão e disca 190 ou 192. Vela com esmero pelo rapaz que sentado no banco de uma praça às três horas da manha, absolutamente só, repete incansavelmente no seu MP3 Player dez vezes a Canção Pobre e chora desconsoladamente. Olha com afeto para aqueles vendedores de bombons nos ônibus que confessam não Ter esperança alguma. Olha por aquele advogado que vende água mineral no sinal debaixo daquele sol escaldante – vela por todos aqueles infelizes que queriam ser outra coisa qualquer e não são porque precisam sobreviver. Olha pelos homossexuais e pelas prostitutas seminuas que vendem o seu corpo ao preço de um pão careca.&lt;br /&gt;Derrama seu olhar majestoso sobre o descaramento, a sede e a humildade, sobre todos que de alguma forma não deram certo (porque, nesse esquema, é sujo dar certo - CFA), sobre todos que continuam tentando por razão nenhuma – sobre esses que sobrevivem a cada dia ao naufrágio de uma por uma das ilusões. Sobre as desagradáveis circustâncias, ávidas de matar o sonho alheio- Não. Derrama sobre elas teu olhar mais impiedoso, Deus, e afia tua espada. Que se faça a justiça necessária. Mas para nós, que nos esforçamos tanto e sangramos todo dia sem desistir, envia teu Sol mais luminosos. Sorri, abençoa nossa amorosa miséria atarantada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32093168-115456181099305995?l=pasquimdaslastimas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/feeds/115456181099305995/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32093168&amp;postID=115456181099305995' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/115456181099305995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32093168/posts/default/115456181099305995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pasquimdaslastimas.blogspot.com/2006/08/divina-tragdia.html' title='Divina Tragédia'/><author><name>Pasquim das Lástimas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13946471787103704115</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_uvLSfyLElWo/SLOQz-1_fyI/AAAAAAAAAC8/wN8n1isfNyE/S220/060208192330.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
